Estava formado o sururu no Condomínio Parque das Galináceas. Seu Juvenal, o síndico, saiu do prédio alertando todos os moradores.
– Tem uma bomba no prédio. Saiam todos.
Não demorou para os moradores estarem aglomerados na frente do edifício. E havia mesmo uma bomba. Lurdinha aproveitara o sono do marido e amarrara o artefato bélico ao seu corpo e na cama. Mundico não podia se mexer. O alvoroço foi geral.
Dona Juju e dona Chica, as fofoqueiras do condomínio, logo arrumaram a explicação.
– Foi vingança. Ele andava arrastando asinhas para a nova faxineira –, afirmou a primeira.
– Ele não podia ver um rabo-de-saia –, concordou a amiga.
Mas era preciso ajudar Mundico. Seu Juvenal tentava afastar os curiosos da entrada do edifício, mas sem sucesso. Lembrou dos seguranças:
– Cadê aquela dupla de inúteis?
Fifi, a bicha do apartamento 502, lembrou-se:
– Caramba! Vou acordar o Paulão. Ele está dormindo na minha cama.
Dona Zefinha, a recatada viúva do 307, pediu, com um sorriso bem maroto:
– Faz um favorzinho, Fifi? Passa lá no meu apartamento e chama o Montanha?
Não demorou para Paulão e Montanha estarem na calçada organizado o tumulto. Até que, no meio da confusão, a mente mais lúcida do condomínio fez um importante alerta. Geléia, o maluquinho do 303, lembrou de Mundico e da bomba.
– Acho que a bomba vai explodir –, sentenciou.
– Liga para a polícia, bofe –, disse Fifi para Seu Juvenal.
O síndico obedeceu a ordem, fazendo a ligação.
– Precisamos de socorro. Um morador do prédio está com uma bomba amarrada ao corpo. Se vocês demorarem, vai explodir tudo aqui.
Do outro lado da linha, o policial perguntou:
– Como é a bomba? É uma bomba-relógio?
– É uma destas mesmo –, disse Seu Juvenal.
– Ih, então liga amanhã. O especialista em bomba-relógio está de folga hoje.
– Mas a bomba não vai esperar. O que fazemos?
– Chama um padre –, sugeriu o agente da lei.
– Padre? O que ele pode fazer? – perguntou Seu Juvenal.
– Rezar. A situação exige muita reza.
Seu Juvenal chegou a pensar em aceitar a sugestão, mas lembrou que Mundico gostava mesmo era de uma curimba e desistiu da idéia. Novamente, sem saberem o que fazer, os moradores perguntavam-se:
– O que vamos fazer? Onde podemos encontrar um especialista em bombas?
Foi neste instante que Severino, um curioso que, sem entender o que estava acontecendo, observava o tumulto limitado pelo cordão de isolamento feito por Paulão e Montanha, apresentou-se:
– Falou comigo? Sou Severino Silva, especialista em bombas.
Muitos o olharam com descrédito, mas, como não havia outra alternativa, deram-lhe uma caixa de ferramentas e o empurraram para o interior do prédio.
Severino encontrou Mundico desmaiado. Olhou a situação e pensou:
– Que bomba estranha! Deve ser bastante moderna. Tem um monte de fios e até um relógio. E olha o ajudante que me arrumaram. O cara dormiu.
O especialista não perdeu tempo, cortou dois fios e concluiu o trabalho.
Ao sair do prédio, veio logo a pergunta:
– Desligou?
A resposta foi imediata:
– Está feito. O relógio parou.
Diante da resposta, a multidão aplaudiu efusivamente o grande especialista em bombas. E não tardou para Mundico aparecer na portaria do prédio. Vendo-se livre do artefato, perguntou:
– Foi o senhor que desligou a bomba?
Severino, cheio de orgulho, respondeu:
– Eu mesmo.
– Mas como o senhor desligou o artefato sem ele explodir?
– Explodir? – foi a vez de Severino perguntar.
– Claro, bombas explodem –, respondeu Mundico.
– Mas ninguém me avisou que era uma bomba que explode. Eu sou um especialista em bombas hidráulicas.
Mundico desmaiou novamente.
terça-feira, 10 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Discos voadores na cidade grande
O seminário corria naturalmente para o grand finale. Ufólogos do mundo todo esperavam a palestra do Dr. Etevaldo Marciano, considerado o maior especialista do universo e autor de respeitadas teorias sobre a presença de extraterrestres na Terra. Ele prometera aprofundar a tese sobre nossos “vizinhos” circulando como humanos, trazendo novos dados e informações.
Chegado o momento da palestra do grande especialista, a platéia estava alvoroçada. Muitos presentes acreditavam que sentados naquele auditório havia ETs espiões. Dr. Etevaldo subiu ao palco junto ao seu fiel escudeiro Amado Discão, seguindo-se aplausos entusiasmados.
Depois da euforia inicial, Etevaldo iniciou suas observações mostrando gráficos, imagens e indícios que comprovam suas teorias. Entretanto, o alvoroço aumentou quando ele afirmou que, além de presentes no meio dos humanos, os ETs continuavam a se locomover por disco voador. O ufólogo disse acreditar que nossos “vizinhos” aproveitavam o excesso de luz da cidade grande para, disfarçadamente, moverem-se de um lado para o outro.
A polêmica tese logo recebeu adesões, mas também algumas críticas. Para pôr fim a qualquer discussão, o Dr. Etevaldo Marciano foi enfático e fez uma promessa:
– No nosso próximo seminário, trarei a comprovação da minha tese. Podem anotar.
O desafio estava lançado, e Dr. Etevaldo começou uma intensa busca por imagens que comprovassem sua tese. Junto com Amado Discão, montou uma base de observação na cobertura do prédio onde morava, no coração de uma grande e maravilhosa cidade. E de lá não precisou de muitos dias para conseguir uma raridade ufológica.
Após uma explosão, Dr. Etevaldo gritou:
– Caramba!
– O que foi, mestre? – emendou Amado Discão.
– Está no centro da imagem. É um OVNI, um objeto voador não identificado.
– Mas e a explosão?
– Provavelmente, rompeu a barreira do som.
Dr. Etevaldo ficou admirando o que via por trás da lente de potente câmera filmadora.
– Está se aproximando, Amado. Parece vir em nossa direção. Está bem próximo, cada vez mais próximo, cada vez mais próximo ...
Catapum!!!!!!!!!!!!!!!!
Foi atingido em cheio.
Bip, bip, bip, bip, bip ...
Seis meses depois, Dr. Etevaldo ainda encontrava-se em coma na UTI de um grande hospital. Amado Discão não saia do lado do amigo e mestre. Foi quando o aparelho registrou um aumento do batimento cardíaco do ufólogo e toda a equipe médica correu para junto do doente.
Aos poucos, Dr. Etevaldo foi abrindo os olhos. As fortes luzes não deixavam que ele pudesse enxergar com precisão. Exclamou:
– Fui abduzido!
E notando a presença de Amado, continuou:
– Você também, amigo? Como eles nos trouxeram até aqui? Estamos em que planeta?
Olhando o amigo, Amado Discão pegou o chefe da equipe médica pelo braço e o levou para um canto da unidade.
– O que fazemos agora, doutor? Vamos deixar que ele continue pensando que foi atacado por um OVNI ou contamos a verdade?
O médico foi prudente:
– Vamos esperar um pouco. Seria demais para ele saber que foi atingido por um tampão de uma galeria da empresa de energia elétrica da cidade.
Chegado o momento da palestra do grande especialista, a platéia estava alvoroçada. Muitos presentes acreditavam que sentados naquele auditório havia ETs espiões. Dr. Etevaldo subiu ao palco junto ao seu fiel escudeiro Amado Discão, seguindo-se aplausos entusiasmados.
Depois da euforia inicial, Etevaldo iniciou suas observações mostrando gráficos, imagens e indícios que comprovam suas teorias. Entretanto, o alvoroço aumentou quando ele afirmou que, além de presentes no meio dos humanos, os ETs continuavam a se locomover por disco voador. O ufólogo disse acreditar que nossos “vizinhos” aproveitavam o excesso de luz da cidade grande para, disfarçadamente, moverem-se de um lado para o outro.
A polêmica tese logo recebeu adesões, mas também algumas críticas. Para pôr fim a qualquer discussão, o Dr. Etevaldo Marciano foi enfático e fez uma promessa:
– No nosso próximo seminário, trarei a comprovação da minha tese. Podem anotar.
O desafio estava lançado, e Dr. Etevaldo começou uma intensa busca por imagens que comprovassem sua tese. Junto com Amado Discão, montou uma base de observação na cobertura do prédio onde morava, no coração de uma grande e maravilhosa cidade. E de lá não precisou de muitos dias para conseguir uma raridade ufológica.
Após uma explosão, Dr. Etevaldo gritou:
– Caramba!
– O que foi, mestre? – emendou Amado Discão.
– Está no centro da imagem. É um OVNI, um objeto voador não identificado.
– Mas e a explosão?
– Provavelmente, rompeu a barreira do som.
Dr. Etevaldo ficou admirando o que via por trás da lente de potente câmera filmadora.
– Está se aproximando, Amado. Parece vir em nossa direção. Está bem próximo, cada vez mais próximo, cada vez mais próximo ...
Catapum!!!!!!!!!!!!!!!!
Foi atingido em cheio.
Bip, bip, bip, bip, bip ...
Seis meses depois, Dr. Etevaldo ainda encontrava-se em coma na UTI de um grande hospital. Amado Discão não saia do lado do amigo e mestre. Foi quando o aparelho registrou um aumento do batimento cardíaco do ufólogo e toda a equipe médica correu para junto do doente.
Aos poucos, Dr. Etevaldo foi abrindo os olhos. As fortes luzes não deixavam que ele pudesse enxergar com precisão. Exclamou:
– Fui abduzido!
E notando a presença de Amado, continuou:
– Você também, amigo? Como eles nos trouxeram até aqui? Estamos em que planeta?
Olhando o amigo, Amado Discão pegou o chefe da equipe médica pelo braço e o levou para um canto da unidade.
– O que fazemos agora, doutor? Vamos deixar que ele continue pensando que foi atacado por um OVNI ou contamos a verdade?
O médico foi prudente:
– Vamos esperar um pouco. Seria demais para ele saber que foi atingido por um tampão de uma galeria da empresa de energia elétrica da cidade.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O presidente sumiu
O avião presidencial já havia levantado vôo e rumava para a nação mais importante do planeta quando a secretaria do presidente bambambã veio falar-lhe sobre sua agenda quando pousasse novamente em solo pátrio. Junto dela, uma legião de aspones e puxa-sacos. Após ela pedir licença e sentar-se próximo, ele limitou-se a balançar a cabeça.
– Assim que o senhor desembarcar, irá se reunir com um grupo de investidores do norte do país.
O presidente sorriu amarelo.
– Eu não entendi – respondeu em português.
A secretária logo exclamou.
– Ele é um gênio mesmo. Passou dois dias em um país estrangeiro e já aprendeu o idioma local.
Representantes dos aspones, sempre alarmistas, porém, discordaram:
– Meu Deus, seu sorriso está amarelo. Deve ter pego alguma doença tropical que lhe afetou o entendimento.
O presidente, atônito e sem entender todo o burburinho, apenas observava, quando a primeira dama deu o veredicto final.
– É um impostor. Este não é o meu marido. Não é o presidente.
O burburinho aumentou:
– Foi seqüestrado!
A confusão estava apenas começando. O chefe da segurança foi chamado junto com o tradutor. E começou a inquisição sobre o sósia que se passara pelo número um do planeta.
– Onde está o presidente? – perguntou o triplex da segurança por meio do tradutor.
– Não sei ¬– respondeu o sósia.
– Como não sabe? Como o senhor chegou até aqui?
– Eu fui no banheiro do aeroporto dar uma barrigada quando o seu chefinho entrou. Nos olhamos e logo notamos que somos muito parecidos. Ele fez sinais para que trocássemos de roupa e me mandou sair. Depois, não consegui falar mais nada. Vocês me trouxeram para cá.
O triplex da segurança gritou por outro brutamontes:
– Billllllllllllllllllllllllllll!!!!!!! Eu não falei para você verificar cada centímetro daquele banheiro?
O subordinado respondeu:
– Não consegui entrar, senhor. O cheiro era insuportável. Achei que seria impossível alguém estar lá.
O chefe da segurança ordenou:
– Vamos voltar. O presidente foi seqüestrado, chamem a nossa marinha, nossa aeronáutica e nosso exército. Vamos encontrá-lo.
O piloto deu meia-volta na aeronave e logo estava novamente pousando no aeroporto local, sendo recebido pelas autoridades festivas. O chefe da segurança foi logo perguntando:
– Cadê o nosso presidente?
– Na última vez que o vimos, ele estava subindo neste avião – disse o manda-chuva local.
– Não era ele – retrucou o estrangeiro.
– Como não era ele? Todo mundo viu. Vocês, inclusive, o arrastaram para dentro.
– Era este impostor – jogou o sósia aos pés da autoridade, que o pegou pela orelha e ordenou à polícia local:
– Interrogue ele?
– Já pro pau de arara, sem-vergonha fajuto – disse o policial.
– Alto lá, meu amigo. Isto é com a gente. Nós vamos procurar o presidente. Saiam da frente – determinou o chefe da segurança do sumido.
Três dias depois, a confusão não tinha uma resposta. As mais modernas técnicas de investigação e as aparelhagens de última geração não foram capazes de encontrar o presidente. Foi quando Ferreira, um franzino policial local, adentrando a sala de comando das operações, se meteu na história.
– Eu acho o presidente.
Todos o olharam e ele continuou.
– Deixa com a minha equipe e logo encontraremos a figura aí.
– Não é hora para brincadeiras. Como você saberá onde está o presidente? – perguntou o chefe de segurança.
– Isto é comigo.
– Eu pago para ver – concluiu o estrangeiro.
Ferreira passou a mão no telefone e fez uma ligação estranha:
– E aí, Lingüiça! É o Ferreira. Você já viu o noticiário. Onde está o gringo?
E voltando-se para a legião de policiais e autoridades indagou:
– Eu não disse? Minhas fontes são excelentes.
O estrangeiro quis saber:
– Quem é esse Lingüiça?
– É um X9, meu camarada.
– X o que? – perguntou sem entender o chefe da segurança gringa.
Ferreira, convocou:
– Vamos!
E saiu com um verdadeiro batalhão a segui-lo.
À bordo de um dos dez helicópteros da operação para resgatar o presidente, Ferreira dava as ordens.
– Vamos lá piloto, segue para ali. Sobrevoa aquele morro. Agora vai baixando.
E voltando-se para o operador do sistema de iluminação da aeronave, ordenou:
– Agora é com você. Ilumina aquela laje ali. Aquela cheia de gente.
Logo o clarão se estendeu no ambiente onde rolava uma grande festa. Havia caixas e caixas de cerveja, churrasco liberado e mulheres maravilhosas sambando com suas microssaias.
– Não falei? Olha o homem lá.
E todos comprovaram. No churrascão que rolava, o presidente bambambã se esbaldava com um grande amigo barbudo, o ex-presidente local.
– Assim que o senhor desembarcar, irá se reunir com um grupo de investidores do norte do país.
O presidente sorriu amarelo.
– Eu não entendi – respondeu em português.
A secretária logo exclamou.
– Ele é um gênio mesmo. Passou dois dias em um país estrangeiro e já aprendeu o idioma local.
Representantes dos aspones, sempre alarmistas, porém, discordaram:
– Meu Deus, seu sorriso está amarelo. Deve ter pego alguma doença tropical que lhe afetou o entendimento.
O presidente, atônito e sem entender todo o burburinho, apenas observava, quando a primeira dama deu o veredicto final.
– É um impostor. Este não é o meu marido. Não é o presidente.
O burburinho aumentou:
– Foi seqüestrado!
A confusão estava apenas começando. O chefe da segurança foi chamado junto com o tradutor. E começou a inquisição sobre o sósia que se passara pelo número um do planeta.
– Onde está o presidente? – perguntou o triplex da segurança por meio do tradutor.
– Não sei ¬– respondeu o sósia.
– Como não sabe? Como o senhor chegou até aqui?
– Eu fui no banheiro do aeroporto dar uma barrigada quando o seu chefinho entrou. Nos olhamos e logo notamos que somos muito parecidos. Ele fez sinais para que trocássemos de roupa e me mandou sair. Depois, não consegui falar mais nada. Vocês me trouxeram para cá.
O triplex da segurança gritou por outro brutamontes:
– Billllllllllllllllllllllllllll!!!!!!! Eu não falei para você verificar cada centímetro daquele banheiro?
O subordinado respondeu:
– Não consegui entrar, senhor. O cheiro era insuportável. Achei que seria impossível alguém estar lá.
O chefe da segurança ordenou:
– Vamos voltar. O presidente foi seqüestrado, chamem a nossa marinha, nossa aeronáutica e nosso exército. Vamos encontrá-lo.
O piloto deu meia-volta na aeronave e logo estava novamente pousando no aeroporto local, sendo recebido pelas autoridades festivas. O chefe da segurança foi logo perguntando:
– Cadê o nosso presidente?
– Na última vez que o vimos, ele estava subindo neste avião – disse o manda-chuva local.
– Não era ele – retrucou o estrangeiro.
– Como não era ele? Todo mundo viu. Vocês, inclusive, o arrastaram para dentro.
– Era este impostor – jogou o sósia aos pés da autoridade, que o pegou pela orelha e ordenou à polícia local:
– Interrogue ele?
– Já pro pau de arara, sem-vergonha fajuto – disse o policial.
– Alto lá, meu amigo. Isto é com a gente. Nós vamos procurar o presidente. Saiam da frente – determinou o chefe da segurança do sumido.
Três dias depois, a confusão não tinha uma resposta. As mais modernas técnicas de investigação e as aparelhagens de última geração não foram capazes de encontrar o presidente. Foi quando Ferreira, um franzino policial local, adentrando a sala de comando das operações, se meteu na história.
– Eu acho o presidente.
Todos o olharam e ele continuou.
– Deixa com a minha equipe e logo encontraremos a figura aí.
– Não é hora para brincadeiras. Como você saberá onde está o presidente? – perguntou o chefe de segurança.
– Isto é comigo.
– Eu pago para ver – concluiu o estrangeiro.
Ferreira passou a mão no telefone e fez uma ligação estranha:
– E aí, Lingüiça! É o Ferreira. Você já viu o noticiário. Onde está o gringo?
E voltando-se para a legião de policiais e autoridades indagou:
– Eu não disse? Minhas fontes são excelentes.
O estrangeiro quis saber:
– Quem é esse Lingüiça?
– É um X9, meu camarada.
– X o que? – perguntou sem entender o chefe da segurança gringa.
Ferreira, convocou:
– Vamos!
E saiu com um verdadeiro batalhão a segui-lo.
À bordo de um dos dez helicópteros da operação para resgatar o presidente, Ferreira dava as ordens.
– Vamos lá piloto, segue para ali. Sobrevoa aquele morro. Agora vai baixando.
E voltando-se para o operador do sistema de iluminação da aeronave, ordenou:
– Agora é com você. Ilumina aquela laje ali. Aquela cheia de gente.
Logo o clarão se estendeu no ambiente onde rolava uma grande festa. Havia caixas e caixas de cerveja, churrasco liberado e mulheres maravilhosas sambando com suas microssaias.
– Não falei? Olha o homem lá.
E todos comprovaram. No churrascão que rolava, o presidente bambambã se esbaldava com um grande amigo barbudo, o ex-presidente local.
Assinar:
Postagens (Atom)